
África é um continente economicamente atrasado devido a conflitos armados, epidemias, agravamento da miséria.
A região da África Subsaariana, que abrange os países de população negra situados ao sul do deserto do Saara, é a única área do planeta que regrediu economicamente em relação à década de 60. O continente é marcado também pelos conflitos etno-religiosos, tanto entre clãs e tribos na África Negra, quanto entre guerrilheiros fundamentalistas e o governo nos países islâmicos.
Após o processo de descolonização, entre as décadas de 1950 e 1970, as guerras civis tornaram-se constantes na região da África Subsaariana, já que as fronteiras políticas dos Estados nascentes não obedeceram às divisões étnicas, religiosas e linguísticas dos povos nativos. Desde então, cerca de 20 nações africanas já entraram em guerra. As ricas reservas de minérios, com enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, são, ao contrário, responsáveis por alguns conflitos.
Há fome e subnutrição crónica em quase 20 países. O maior problema na área da saúde é a propagação de epidemias. Cerca de 90% dos casos mundiais de malária ocorrem na África Subsaariana e 71% dos portadores do vírus HIV no planeta vivem na região. Em Botsuana e Zimbábue a Aids atinge 1 em cada 4 adultos. Por causa da SIDA, a expectativa de vida dos africanos cai drasticamente. Em 1990 era de 59 anos e até 2005 deve baixar para 45 anos.
O atraso económico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O Produto Interno Bruto (PIB) da África representa apenas 1% do total mundial e o continente participa de apenas 2% das transacções comerciais que acontecem no mundo. O resultado é que 260 dos 600 milhões de habitantes da África vivem com até um dólar por dia, abaixo do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial.
O atraso económico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O Produto Interno Bruto (PIB) da África representa apenas 1% do total mundial e o continente participa de apenas 2% das transacções comerciais que acontecem no mundo. O resultado é que 260 dos 600 milhões de habitantes da África vivem com até um dólar por dia, abaixo do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial.
Futuro do continente
De acordo com as projecções do Banco Mundial, em 2020 África terá uma escassez de 250 milhões de toneladas de alimentos. Se desde já não forem adoptadas medidas, o centro global da pobreza será cada vez mais a África rural. Segundo a análise da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (ECA), metade da África subsaariana vive na pobreza.
Os conflitos diminuíram em outras partes do mundo, mas não na África. Estudos indicam que os países em conflito produzem 12,4% menos alimentos "per capita" nos anos de guerra do que nos de paz. A maioria dos políticos africanos ainda não considera a ligação entre a agricultura, o meio ambiente e a população como factor essencial para o desenvolvimento.
Os líderes africanos têm trabalhado em conjunto sobre estratégias para acelerar o crescimento económico e o desenvolvimento, tirando o continente da pobreza.
A Nova Iniciativa Africana concentra-se em:
• Ter consciência de que a paz, democracia e boa governabilidade são condições prévias para investimentos, crescimento e redução da pobreza.
• Convocar planos de acção para o desenvolvimento de cuidados com a saúde e sistemas educacionais, infra-estrutura e agricultura.
• Confiar no sector privado e na integração económica em níveis regional e global.
• Identificar medidas para o desenvolvimento de parcerias produtivas entre a África e seus parceiros de desenvolvimento bilaterais, multilaterais e do sector privado.
• Convocar planos de acção para o desenvolvimento de cuidados com a saúde e sistemas educacionais, infra-estrutura e agricultura.
• Confiar no sector privado e na integração económica em níveis regional e global.
• Identificar medidas para o desenvolvimento de parcerias produtivas entre a África e seus parceiros de desenvolvimento bilaterais, multilaterais e do sector privado.
Sem comentários:
Enviar um comentário