segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cerca de 43 milhões sem dinheiro para pagar refeição diária

2011-10-17

Cerca de 43 milhões de pessoas estão em risco de carência alimentar na Europa e não têm meios para pagar uma refeição completa e 79 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza, indicam dados do Programa Europeu de Apoio Alimentar.
Assinala-se, esta segunda-feira, o Dia mundial contra a pobreza extrema e o Programa Europeu de Apoio Alimentar realiza, em Bruxelas, uma conferência de imprensa para abordar o tema, com a presença de representantes do Comité Económico e Social e de Instituições de Solidariedade Social, entre as quais, a Federação Portuguesa de Bancos Alimentares.
O ano passado, os 240 Bancos Alimentares distribuíram 360 mil toneladas de produtos alimentares a Instituições de Solidariedade Social em 21 países europeus.  
Estas instituições distribuíram os produtos a pessoas carenciadas sob a forma de cabazes ou de refeições; mais de metade do total dos alimentos entregues provinham do Programa europeu que ajudou 18 milhões de pessoas carenciadas.  
Segundo o Eurostat, 79 milhões de pessoas vivem na Europa abaixo do limiar de pobreza e 30 milhões sofrem de subnutrição.  
Iniciado em 1987, o Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados (PCAAC) permite fornecer alimentos produzidos com os 'stocks' dos excedentes de produtos agrícolas, os chamados "stocks de intervenção".  
No entanto, estes 'stocks' têm vindo a diminuir ano após ano devido às reformas da PAC e do acréscimo de procura de produtos agrícolas no mundo.  
O PCAAC tem contribuído para combater a pobreza e promover a inclusão social: 18 milhões de cidadãos europeus beneficiaram este ano deste programa comunitário em 20 Estados-membros da União Europeia. 

ONU quer criação "urgente" de imposto para financiar luta contra a pobreza

2011-11-02

As Nações Unidas defendem a criação "urgente" de um imposto sobre o comércio internacional de divisas que possa financiar o combate às alterações climáticas e à pobreza extrema, no relatório sobre desenvolvimento humano, divulgado em Copenhaga.
foto HUGO COELHO/GLOBAL IMAGENS
ONU quer criação "urgente" de imposto para financiar luta contra a pobreza
"Estima-se que a aplicação de um imposto de apenas 0,005% ao comércio internacional de divisas poderia conseguir 40 mil milhões de dólares adicionais em cada ano. Isso melhoraria significativamente o fluxo de ajuda dirigida aos países mais pobres, que ascendeu a 130 mil milhões de dólares em 2010, num momento em que o financiamento ao desenvolvimento abranda devido à crise mundial", refere o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Este imposto permitiria que os que "mais ganharam com a globalização ajudem os que menos benefício obtêm com ela", defende o PNUD, estimando que todos os anos sejam necessários 105 mil milhões de dólares para financiar a adaptação às alterações climáticas, especialmente na Ásia Meridional e na África subsaariana.
O relatório "Equidade e sustentabilidade: Um melhor futuro para todos", divulgado em Copenhaga, alerta que os avanços conseguidos pelos países mais pobres arriscam estagnar ou mesmo retroceder até meados do século se não forem tomadas "medidas audaciosas" para abrandar as alterações climáticas.
O documento aponta ainda que a expansão dos direitos reprodutivos e o acesso a contraceptivos "abrem uma nova frente" na luta contra da desigualdade de género e a pobreza.
"Os direitos reprodutivos podem contribuir para reduzir a pressão ambiental, já que abrandaria o crescimento demográfico mundial numa altura em que se espera que a população do planeta aumente de 7 mil milhões para 9300 milhões nos próximos 40 anos", refere o texto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Casal britânico suicida-se para fugir à pobreza

Um ex-militar britânico e a sua mulher foram encontrados mortos em casa, no que as autoridades consideram ter sido um "pacto de suicídio".


Mark e Helen Mullins foram encontrados mortos, na sua casa em Bedworth, Warwickshire, depois de terem entrado numa situação de pobreza extrema. Segundo as autoridades, o casal tornou-se tão pobre que necessitava de pedir comida todos os dias em instituições de caridade.
Conforme adianta o jornal "The Sun", o antigo instrutor militar, de 48 anos, e a mulher, de 59, foram encontrados
mortos lado-a-lado, dentro de sua casa, e embora a polícia não tenha ainda uma explicação oficial acerca da causa das mortes, acredita que o casal fez um "pacto de suicídio" para fugir à situação de miséria em que vivia.
O único rendimento do casal era a pensão militar que Mark Mullins recebia do Estado, mas que terminou há dois anos, devido ao ex-militar não ter servido o tempo suficiente no exército britânico para continuar a receber esse apoio. Uma situação que o deixou devastado e que, segundo alguns amigos, fez com que se tornasse alcoólico.
A sua mulher, Helen, foi dada pelo Centro de Emprego como incapacitada para procurar trabalho, por ser analfabeta e ter problemas mentais, e a situação agravou-se quando os serviços de assistência social retiraram ao casal, no ano passado, a custódia da única filha, de 12 anos, por considerarem que não tinham condições para a criar. Esse facto veio a fazer com que Mark e Helen perdessem também o direito ao subsídio estatal que recebiam para a criança.
O casal passou a viver numa situação de completa miséria, chegando a fazer todos os dias mais de 16 quilómetros para poder arranjar uma sopa para comer. Segundo os vizinhos do casal, além das miseráveis condições em que viviam, o provável suicídio terá ficado a dever-se ao facto de Mark e Helen não terem coragem para enfrentar o rigor de mais um Inverno numa casa sem as mínimas condições. "Eles não tinham sequer frigorífico e guardavam a comida que arranjavam em sacos", explica um vizinho.

sábado, 5 de novembro de 2011

Desemprego no Luxemburgo é culpa dos portugueses

Clique para ampliar

Nicolas Schmit (de pé na foto), ministro do Trabalho do Luxemburgo, disse no colóquio sobre o emprego organizado pelo CASA que os portugueses, quando vão de férias a Portugal, transmitem uma imagem de "eldorado" do Luxemburgo que acaba por trazer mais portugueses para o Grão-Ducado e provocar mais desemprego.

Schmit falava na abertura do colóquio organizado pelo CASA - Centro de Apoio Social e Associativo - onde também estiveram presentes representantes da Chambre des métiers e da administração do emprego (ADEM).

Além dos poderes públicos, o colóquio de abertura destes dois dias dedicados ao mundo do trabalho, reuniu também empresários que se queixaram do facto de o Estado e as autarquias serem maus pagadores. Segundo os empresários do sector da construção, as comunas têm por hábito atrasar os pagamentos, o que provoca dificuldades às empresas.
O evento contou ainda com a participação do cônsul de Portugal.



Fonte: http://www.emprego.lu/

Luxemburgo: 83.000 pessoas em risco de pobreza


Segundo números do Statec, o serviço de estatística, divulgados pelo jornal Point 24, há no Grão-Ducado do Luxemburgo 83.000 pessoas em risco de pobreza. A central sindical OGB-, citada pela mesma fonte, denuncia que cada ano que passa, o número de pessoas em situação de pobreza aumenta em 15 mil.
A central sindical defende por isso um aumento do salário mínimo que, afirma, "está abaixo do limiar de pobreza".
A OGB-L acha ainda que muitas famílias só conseguem sobreviver porque recebem ajudas várias do Estado.

Governador garante recursos para redução da pobreza em 2012



Benguela  – O governador provincial de Benguela, Armando da Cruz Neto, afirmou esta sexta-feira que grande parte dos recursos financeiros disponíveis no programa de orçamento do Executivo local para o ano de 2012 serão empregues na execução de projectos sociais tendentes a reduzir a pobreza e proporcionar maior geração de emprego.
Intervindo no encontro com representantes de igrejas e sindicatos, o governante disse que foi concentrado no sector social no orçamento para a província grande parte dos recursos financeiros, visando a materialização do propósito do Executivo em melhorar as condições de vida das populações.
Para si, para que os projectos tenham o êxito pretendido é determinante o envolvimento das organizações da sociedade para prestar apoio ao executivo provincial.
Acredita que os diferentes programas que se encontram em execução vão minimizar as dificuldades por que passam as pessoas mais carenciadas.
Para si, desde o alcance da paz e da reconciliação nacional, um conjunto de acções protagonizadas pelo governo tem concorrido para a melhoria das condições de vida dos cidadãos e no combate à pobreza, sobretudo no fornecimento de água potável, saneamento básico, da prestação dos serviços de saúde, educação e habitação.
Salientou que a partilha dessa missão deve compreender o diálogo permanente entre as igrejas, os sindicatos e os órgãos do governo provincial.
Dividida em 10 municípios, designadamente Baía Farta, Balombo, Benguela, Bocoio, Caimbambo, Catumbela, Chongoroi, Cubal, Ganda e Lobito, a província de Benguela conta actualmente com uma população estimada em quase dois milhões de habitantes, dos quais 50 porcento tem menos de 15 anos.




segunda-feira, 31 de outubro de 2011


De facto as imagens são chocantes mas é uma realidade. 
Devemos valorizar o que temos e agradecê-lo todos os dias.

Chamada global contra pobreza

Para variar um pouco, hoje deixo aqui alguns vídeos.
Abram os olhos, sensibilizem-se.

Dia 31 de outubro de 2011: Planeta Terra com 7 Bilhões de Habitantes

Antônio Gois (Folha de S. Paulo, 30/10/11) diz que o anúncio, pela ONU, de que chegaremos simbolicamente hoje ao marco de 7 bilhões de habitantes reacendeu o debate sobre a capacidade do planeta de prover recursos para sustentar, com qualidade, tanta gente. A preocupação é justificada pela constatação de que a maior parte do crescimento projetado para o futuro acontecerá em países pobres. Até 2100, a ONU estima que a população aumentará em mais 3 bilhões. Dez países, sozinhos, serão responsáveis por mais da metade disso. Oito são africanos.

O caso mais extremo é o de Zâmbia, onde a expectativa de vida hoje é de apenas 49 anos, quando a média mundial é de 69. Em intervalo de 90 anos, a população decuplicará. Completam a lista a Índia, que tirará da China em 2020 o posto de maior população, e os Estados Unidos, único entre os mais ricos (exceto BRIC) que continuará, graças à maior fecundidade de imigrantes, entre os dez maiores.
O temor de que as condições de vida piorarão por causa do aumento populacional aflige parte da humanidade ao menos desde que o reverendo Thomas Malthus, em 1798, colocou em dúvida a capacidade do planeta de prover subsistência para todos. Até o momento, as previsões de Malthus e de outros pessimistas que ecoaram suas ideias não se confirmaram. Nos últimos 60 anos, apesar de termos vivido uma verdadeira explosão populacional, de2,5 para 7 bilhões, a expectativa de vida aumentou em mais de 20 anos.
No entanto, no debate atual sobre a capacidade do planeta de prover recursos naturais para sustentar uma população crescente, há uma nova variável ainda sem resposta: oaquecimento global. Se, para alguns, são os países pobres que ameaçam sobrecarregar o planeta por causa de suas altas taxas de fecundidade, para outros, a principal responsabilidade é dos países ricos e seus atuais padrões de consumo.
No Maláui, por exemplo, a taxa de fecundidade supera a média de seis filhos por mulher. Nos Estados Unidos, está próxima de dois. No entanto, um único americano impacta no aquecimento global o equivalente, segundo a ONG Global Footprint Network, a 11 habitantes do Maláui.
Esse impacto humano será ainda maior no planeta se os 3 bilhões a mais de habitantes até 2100 tiverem padrões de consumo semelhantes aos de nações ricas hoje.

Para Harold Robinson, representante do Fundo de População da ONU no Brasil, uma solução que reduza as desigualdades e, ao mesmo tempo, agrida menos o ambiente terá que vir de inovações tecnológicas.
Para quem está curioso para saber qual será o bebê que amanhã fará a humanidade chegar aos 7 bilhões, um conselho: desista. A data de 31 de outubro é muito mais simbólica do que precisa. As estimativas da entidade são feitas a partir de dados dos censos de cada país. Mesmo em países ricos, estima-se que esses levantamentos deixem de contar até 3% da população.
Nas nações pobres, justamente as que mais puxam o crescimento, os censos, além de menos frequentes, tendem a ser ainda menos exatos. Para compensar, a ONU faz estimativas a partir de hipóteses sobre o comportamento da fecundidade e mortalidade, que podem se confirmar ou não no futuro, para mais ou para menos.
O bebê de número 7 bilhões, portanto, pode ter nascido ontem, no ano passado, ou nem foi concebido. Isso, no entanto, não tira a importância das projeções para analisar tendências de longo prazo. Ao estabelecer uma data, o que a ONU quis foi estimular o debate.


José Eustáquio Diniz Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, escreveu o seguinte artigo (Folha de S. Paulo, 30/10/11).
“Quando nasci, em agosto de 1953, fui o habitante de número 2.610.233.456. Quando minha filha veio ao mundo, em março de 1985, ela foi o habitante de número 4.710.843.383.
Em 58 anos, a população mundial aumentou em 4,4 bilhões de habitantes. Durante os 26 anos de vida de minha filha caçula, o aumento foi de 2,3 bilhões. Nos próximos 32 anos, teremos mais 2 bilhões de pessoas, e a população mundial deve chegar a 9 bilhões em 2043.
Existem duas boas noticias acompanhando esses números. A primeira é que a população mundial cresceu, aumentando conjuntamente a esperança de vida, que era de 48 anos no quinquênio 1950-55 e passou para 68 anos no período 2005-2010. A segunda é que o ritmo de crescimento demográfico está em declínio e existe grande probabilidade de a população mundial se estabilizar na segunda metade do século 21.
O número de nascimentos no mundo ficou estabilizado em torno de 136 milhões de crianças entre 1990 e 2010. Porém esse número já começou a cair.
Com a redução da base da pirâmide populacional, a razão de dependência demográfica vai ficar abaixo de 60% entre o ano 2000 e 2050. A mudança na estrutura etária, em geral, traz um bônus demográfico que pode ajudar na redução da pobreza no mundo.
Mas essa janela de oportunidade só será aproveitada se mudar o modelo de produção e consumo que tem provocado o aumento da pegada ecológica da humanidade. O nível atual de exploração do ambiente já ultrapassou em 50% a capacidade de regeneração do planeta. Estima-se em US$ 1,3 trilhão o custo anual da transição para uma economia verde, sustentável e de baixo carbono. É 30% menos que o gasto militar do mundo anualmente.
Vamos dar as boas vindas ao habitante de número 7 bilhões. Mas, principalmente, vamos nos esforçar para deixar uma herança positiva para que esse bebê de hoje não se torne um jovem frustrado”.

Número de pobres aumenta devido à subida de preços dos alimentos

Caminos


Segundo o Banco Mundial, o preço dos alimentos subiu 36% em comparação com o ano passado.


O Banco Mundial alertou no dia 14 que a subida do preço dos alimentos – em parte devido ao aumento do custo dos combustíveis resultante da onda de contestação no Médio Oriente e no Norte de África – está a empurrar milhões de pessoas para níveis extremos de pobreza. "Mais pessoas estão a sofrer e mais pessoas podem tornar-se pobres pelos elevados e voláteis preços dos alimentos", afirmou o presidente do banco, Robert Zoellick.


Os preços dos alimentos subiram 36% em comparação com os valores registados em 2010 e, desde Junho, 44 milhões de pessoas juntaram-se ao grupo dos mais pobres do mundo. De acordo com o banco, mais de 1200 milhões de pessoas vivem actualmente com menos de 1,25 dólares por dia e um possível aumento de 10% nos preços irá deixar mais dez milhões de pessoas numa condição de pobreza extrema. 


"Temos de colocar os alimentos em primeiro e proteger os pobres e vulneráveis, que gastam a maior parte do seu dinheiro em comida", defendeu Zoellick. O Banco Mundial sugeriu ainda um conjunto de medidas para aliviar o impacto do aumento dos preços na vida das pessoas mais pobres, como, por exemplo, encorajar os países produtores a facilitar as exportações, a adopção de novas tecnologias, a diversificação da produção ou um maior investimento na agricultura.


Fonte: http://isabe.ionline.pt/